Ensinamentos de uma quarentena
Quarentena...Quando
começou eu nem imaginava o que iria acontecer. Quando disseram que todos do
planeta iriam ter que ficar em casa, até que esse negócio chamado de corona
vírus, COVID-19 ( sei lá como é que eu chamo!) fosse “embora”, ou até mesmo baixar
o índice de pessoas contaminadas com essa doença que começou a matar seres
humanos. É difícil agora ver notícias boas, só se ouvem números de mortos, de
pessoas que ainda estão contaminadas, em coma, sem respiradores sem balões de
oxigênio e outras coisas mais que surgiram... Os médicos nem sabiam como esse
vírus agia ou com qual medicamento poderia curar aquele paciente e poder entregar
às famílias com vidas.
Muitos
profissionais da área de saúde choram porque não podem ver seus familiares. Muitos
enfermeiros não podem nem tomar um “ar” no lado de fora dos seus plantões. Muitos
pacientes não podem nem dar um abraço em algum familiar. Nossos avós não podem
ser visitados, as grávidas não podem sair de casa ou até mesmo fazer seus chás
de bebê. Aniversários não podem ser comemorados com festa, abraços são proibidos
no momento... Aperto de mão? Nem pensar! Nas praças não se vê nem um ser
humano. Visitas em casa não se pode ter mais, viagens não podem porque a cidade
pode estar fechada e só pode sair para uma emergência. Álcool em gel hoje é
valorizado, máscaras têm que ser usadas para não nos contaminarmos. Ruas que
eram cheias durante a semana estão vazias, as escolas também... Ruas vazias,
casa de festa vazias... Só podemos nos ver por vídeo chamadas, temos que manter
1 metro de distância das pessoas. Há coisas que amamos fazer, como abraçar,
apertar a mão, mas não se pode mais ter esse tipo de contato. E os comerciantes
com a mão na cabeça porque não podem abrir suas lojas! Os cantores não podem
ver seus fãs, pois a aglomeração faz com que haja um maior índice de
contaminação. As farmácias vendem remédios a todo instante, restaurantes não têm
mais clientes sentados em suas mesas, shopping fechados, salão de belezas fechados,
SAMU, bombeiros civis e militares a todo momento com a sirene ligada, levando
alguém ao hospital, todos equipados com roupas adaptadas para aquela ocasião.
Ah,
como essa quarentena nos faz nos transformar e dar mais valor à vida, em ter
comunhão com a nossa família, se preocupar com nossa saúde. Muitas estão sem
alguns dos seus familiares, por conta dessa doença que as levou, e o vazio que
nunca vai se preencher. Como aprendemos a dar valor aos nossos professores,
nossos avós, aos velhos na rua que quando passavam nos davam um bom dia bem
alegre e a gente ignorava... Hoje temos saudades. Aprendemos a dar valor a
nossa vida, por hoje tá vivo e acordar todos os dias e ter um motivo melhor pra
valorizar: a VIDA.
Hoje,
nesse exato momento, acabou de falecer um ser humano em algum lugar do mundo
por conta desse vírus. Acrescenta-se mais uma vida que se foi. Também, pode-se
sair uma pessoa totalmente curada desse vírus. Não se sabe qual é o dia nem a
hora que ele vai embora ou se vai voltar. Eu aprendi a dar valor a cada momento
com alguma pessoa da minha família, aprendi a escutar meus pais, minha avó e
até amigos que nunca mais tinha falado. Converso horas, porque ninguém sabe
qual é o dia de amanhã, se eu vou está viva se ele(a) vai estar, ninguém sabe.
A
Quarentena me ensinou a agradecer a Deus por tudo que me aconteça, me ensinou a
valorizar o dia de hoje, sem pensar no amanhã...
Seja sempre grato ao que você
tem hoje.
SEJA GRATO À VIDA.
(Sarah Émilly do Nascimento,
3° Ano)
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