quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Artigo - Sarah Émilly do Nascimento

Ensinamentos de uma quarentena

Quarentena...Quando começou eu nem imaginava o que iria acontecer. Quando disseram que todos do planeta iriam ter que ficar em casa, até que esse negócio chamado de corona vírus, COVID-19 ( sei lá como é que eu chamo!) fosse “embora”, ou até mesmo baixar o índice de pessoas contaminadas com essa doença que começou a matar seres humanos. É difícil agora ver notícias boas, só se ouvem números de mortos, de pessoas que ainda estão contaminadas, em coma, sem respiradores sem balões de oxigênio e outras coisas mais que surgiram... Os médicos nem sabiam como esse vírus agia ou com qual medicamento poderia curar aquele paciente e poder entregar às famílias com vidas.

Muitos profissionais da área de saúde choram porque não podem ver seus familiares. Muitos enfermeiros não podem nem tomar um “ar” no lado de fora dos seus plantões. Muitos pacientes não podem nem dar um abraço em algum familiar. Nossos avós não podem ser visitados, as grávidas não podem sair de casa ou até mesmo fazer seus chás de bebê. Aniversários não podem ser comemorados com festa, abraços são proibidos no momento... Aperto de mão? Nem pensar! Nas praças não se vê nem um ser humano. Visitas em casa não se pode ter mais, viagens não podem porque a cidade pode estar fechada e só pode sair para uma emergência. Álcool em gel hoje é valorizado, máscaras têm que ser usadas para não nos contaminarmos. Ruas que eram cheias durante a semana estão vazias, as escolas também... Ruas vazias, casa de festa vazias... Só podemos nos ver por vídeo chamadas, temos que manter 1 metro de distância das pessoas. Há coisas que amamos fazer, como abraçar, apertar a mão, mas não se pode mais ter esse tipo de contato. E os comerciantes com a mão na cabeça porque não podem abrir suas lojas! Os cantores não podem ver seus fãs, pois a aglomeração faz com que haja um maior índice de contaminação. As farmácias vendem remédios a todo instante, restaurantes não têm mais clientes sentados em suas mesas, shopping fechados, salão de belezas fechados, SAMU, bombeiros civis e militares a todo momento com a sirene ligada, levando alguém ao hospital, todos equipados com roupas adaptadas para aquela ocasião.

Ah, como essa quarentena nos faz nos transformar e dar mais valor à vida, em ter comunhão com a nossa família, se preocupar com nossa saúde. Muitas estão sem alguns dos seus familiares, por conta dessa doença que as levou, e o vazio que nunca vai se preencher. Como aprendemos a dar valor aos nossos professores, nossos avós, aos velhos na rua que quando passavam nos davam um bom dia bem alegre e a gente ignorava... Hoje temos saudades. Aprendemos a dar valor a nossa vida, por hoje tá vivo e acordar todos os dias e ter um motivo melhor pra valorizar: a VIDA.

Hoje, nesse exato momento, acabou de falecer um ser humano em algum lugar do mundo por conta desse vírus. Acrescenta-se mais uma vida que se foi. Também, pode-se sair uma pessoa totalmente curada desse vírus. Não se sabe qual é o dia nem a hora que ele vai embora ou se vai voltar. Eu aprendi a dar valor a cada momento com alguma pessoa da minha família, aprendi a escutar meus pais, minha avó e até amigos que nunca mais tinha falado. Converso horas, porque ninguém sabe qual é o dia de amanhã, se eu vou está viva se ele(a) vai estar, ninguém sabe.

A Quarentena me ensinou a agradecer a Deus por tudo que me aconteça, me ensinou a valorizar o dia de hoje, sem pensar no amanhã...

Seja sempre grato ao que você tem hoje.

SEJA GRATO À VIDA.

(Sarah Émilly do Nascimento, 3° Ano)


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