Simplicidade
de quarentena
Não me
lembro ao certo a data, mas foi em um desses inúmeros dias de quarentena. Como
quase sempre, fui ao sítio da minha família, onde sempre gostei de estar. Fui
dormir lá e passar uns três dias. Eu e minha prima (irmã de alma) acordamos
cedo, comemos e saímos para andar por lá, como sempre fazemos. O clima estava
ótimo, era um dia nublado e nós andamos, conversando bobagens e rindo, até
cansar. Decidimos então nos sentar, pois naquele momento, o sol já estava
começando a esquentar. Sentamos embaixo do pé de acerola e ficamos lá,
conversando e contemplando a paisagem linda que a manhã nos oferecia.
Era um
dia comum, mas algo estava diferente. Estávamos mais tagarelas que nunca e o
dia parecia sorrir pra gente. De longe, dava pra ver o balanço que o mato faz
quando o vento passa por ele. Ficamos observando e admirando até o almoço.
Depois do almoço, andamos mais um pouco e fomos para nosso lugar preferido: o
banco. Lá é uma parte um pouco escondida, onde quase ninguém passa. É rodeado
por árvores e muito verde, tem um banco onde sentamos e ficamos conversando,
ouvindo o barulho dos pássaros, vendo saguis pulando pelos galhos das árvores.
Lá, com certeza, é meu lugar favorito.
Nesse
dia, enquanto falávamos sobre a vida e diversos assuntos, eu senti uma paz
muito grande, era como se nada fosse mais importante além daquele instante.
Comentei com ela sobre a sensação de paz e ela disse sentir o mesmo. Rimos e
ficamos um pouco em silêncio, só sentindo aquela vibração boa. Tinha tudo para
ser um dia comum, mas a felicidade de pertencer aquele lugar, fez o dia se
tornar mágico.
Tenho
certeza de que nunca esquecerei da pandemia e dos momentos de paz que a vida me
proporcionou enquanto passamos por isso. Também nunca esquecerei da minha prima
querida, que esteve sempre comigo, em meus melhores e piores momentos. Como diz Armandinho: “A felicidade se
encontra nas coisas mais simples da terra”. A simplicidade desse dia me fez ver
o quanto sou abençoada. Tenho certeza de que a vida é feita desses pequenos
momentos que nos marcam para sempre. A vida sempre nos sorri. Vamos,
contemplemos a vida!
(Maria Eduarda de
Oliveira Nascimento, 3°Ano)
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