quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Maria Eduarda de Oliveira Nascimento

Simplicidade de quarentena

Não me lembro ao certo a data, mas foi em um desses inúmeros dias de quarentena. Como quase sempre, fui ao sítio da minha família, onde sempre gostei de estar. Fui dormir lá e passar uns três dias. Eu e minha prima (irmã de alma) acordamos cedo, comemos e saímos para andar por lá, como sempre fazemos. O clima estava ótimo, era um dia nublado e nós andamos, conversando bobagens e rindo, até cansar. Decidimos então nos sentar, pois naquele momento, o sol já estava começando a esquentar. Sentamos embaixo do pé de acerola e ficamos lá, conversando e contemplando a paisagem linda que a manhã nos oferecia.

Era um dia comum, mas algo estava diferente. Estávamos mais tagarelas que nunca e o dia parecia sorrir pra gente. De longe, dava pra ver o balanço que o mato faz quando o vento passa por ele. Ficamos observando e admirando até o almoço. Depois do almoço, andamos mais um pouco e fomos para nosso lugar preferido: o banco. Lá é uma parte um pouco escondida, onde quase ninguém passa. É rodeado por árvores e muito verde, tem um banco onde sentamos e ficamos conversando, ouvindo o barulho dos pássaros, vendo saguis pulando pelos galhos das árvores. Lá, com certeza, é meu lugar favorito.

Nesse dia, enquanto falávamos sobre a vida e diversos assuntos, eu senti uma paz muito grande, era como se nada fosse mais importante além daquele instante. Comentei com ela sobre a sensação de paz e ela disse sentir o mesmo. Rimos e ficamos um pouco em silêncio, só sentindo aquela vibração boa. Tinha tudo para ser um dia comum, mas a felicidade de pertencer aquele lugar, fez o dia se tornar mágico.

Tenho certeza de que nunca esquecerei da pandemia e dos momentos de paz que a vida me proporcionou enquanto passamos por isso. Também nunca esquecerei da minha prima querida, que esteve sempre comigo, em meus melhores e piores momentos.  Como diz Armandinho: “A felicidade se encontra nas coisas mais simples da terra”. A simplicidade desse dia me fez ver o quanto sou abençoada. Tenho certeza de que a vida é feita desses pequenos momentos que nos marcam para sempre. A vida sempre nos sorri. Vamos, contemplemos a vida!

(Maria Eduarda de Oliveira Nascimento, 3°Ano)


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